27 de janeiro de 2018

Bolsistas do PIBID/Geografia da UFFS Chapecó participam do Seminário Regional do PIBID

Gerson Junior Naibo, Rômulo Scariot,
Karin Berwanger e Andiara Aline Bock
Bolsistas PIBID

Nos dias 13, 14 e 15 de dezembro de 2017, estivemos na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS, campus São Leopoldo participando do segundo encontro regional promovido pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID. Este evento também congrega o II Institucional Anual do PIBID/Unisinos e o II encontro de Licenciaturas da Região Sul - II EnlicSul.

O evento trouxe estudantes de toda região Sul para discutir metodologias de ensino-aprendizagem aplicadas em suas escolas através do PIBID, seus resultados e aprendizados. Também foi um evento de debate sobre a formação de professores e as políticas públicas que funcionaram e falharam nesse programa. Além disso, participamos de oficinas promovidas pelos próprios estudantes, e outras apresentações culturais.

Estivemos neste grandioso evento, apresentando as conclusões de um trabalho realizado no âmbito do subprojeto, intitulado “A importância da aula de campo como prática pedagógica no ensino da Geografia: reflexões a partir do projeto PIBID/Geografia da UFFS em Chapecó/SC”.



Acadêmicos do PIBID/Geografia realizando a apresentação do trabalho.
Foto: Karin Berwanager.


Ao fim deste evento, pudemos constatar a importância que ele tem para a formação discente e profissional dos licenciados, bem como, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - Pibid, que vem ao longo dos últimos anos, auxiliando as IES na formação inicial de futuros professores. 




Participantes do evento.
Fonte: Facebook (página do evento).



19 de dezembro de 2017

Oficina de Cartografia Tátil: técnica inclusiva na educação escolar


Gerson Júnior Naibo
Acadêmico do curso de Geografia/UFFS e bolsista PIBID

Ademar Graeff
Acadêmico do curso de Geografia/UFFS


No dia 23 de novembro de 2017, ministramos uma oficina na VII Semana Acadêmica de Geografia & IV Encontro Regional para Estudos Geográficos da Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, campus Chapecó. A oficina é intitulada “Cartografia Tátil: técnica inclusiva na educação escolar”, e teve por finalidade promover o debate sobre a importância da Cartografia Tátil na educação escolar.

A Cartografia Tátil é um ramo específico da Cartografia, que visa confeccionar mapas e outros produtos cartográficos que possam ser interpretados por deficientes visuais. A oficina foi dividida em duas partes. Primeiramente foi realizada uma abordagem teórica e introdutória sobre o tema e posteriormente foi realizada uma prática de produção de mapas táteis.

Com esta oficina, conseguimos ter maior percepção da importância do mapa tátil como ferramenta no processo didático-pedagógico do ensino da Geografia. Destacamos também, a importância que os espaços da Semana Acadêmica têm para trazer à discussão de temas que permeiam a formação do licenciado em Geografia.

A seguir exibimos algumas imagens da oficina e dos materiais produzidos.


Acadêmicas realizando a confecção do mapa tátil da região Sul do Brasil (Foto: Ademar Graeff).



  Acadêmicos confeccionando seus mapas táteis (Foto: Ademar Graeff).



 Produções feitas pelos acadêmicos na oficina (Foto: Francieli Figueiró).





24 de novembro de 2017

Orientando-se no espaço: práticas lúdicas no ensino da Geografia.

Gerson Junior Naibo e Tatiane Ribeiro
Bolsistas PIBID


Nos meses de junho e julho de 2017, os bolsistas do PIBID, com auxílio da professora e supervisora Luzia Cleonir Colla Zuanazzi, desenvolveram suas atividades na Escola de Educação Básica Coronel Lara Ribas, intervindo nas aulas da turma do 6º ano do Ensino Fundamental, turno vespertino.
Durante este período de oito semanas, foram desenvolvidas atividades relacionadas aos seguintes assuntos: coordenadas geográficas, coordenadas UTM, fusos horários, orientação geográfica, localização espacial, cartografia no meio tecnológico e instrumentos de navegação. Tais assuntos foram abordados em sala com variados métodos de ensino, tais como: leitura do livro didático, realização de atividades teóricas, discussão a cerca do conteúdo, apresentação de slides, rodas de conversa e por fim a principal atividade realizada que merece destaque, o concurso “Rosa dos Ventos”, prática de caráter lúdico na qual os alunos foram subdivididos em duplas e trios para confeccionar modelos e submeter ao concurso. Para avaliação desta atividade, e como critério classificatório, foram utilizados os seguintes parâmetros de avaliação: rigor científico (20%); originalidade e criatividade (40%); diversificação do material utilizado (15%); aspecto geral do trabalho (20%) e entrega no prazo estipulado (05%).
Por fim, foram realizadas atividades práticas de orientação geográfica na quadra de esportes da escola. Foi feito à utilização da “Rosa dos Ventos”, criada pelos estudantes, para orientação no espaço, onde cada grupo de alunos neste espaço deveriam posicionar sua “Rosa dos Ventos” em relação ao local que estavam, obedecendo à orientação pelo sol, por pontos cardeais ou colaterais. Entre outras requisições pedimos aos alunos em qual direção estava sua casa, a padaria e outros pontos da cidade. Utilizamos também, em seguida, o receptor GPS para mostrar outros meios de orientação cartográfica.
Com esta atividade do concurso “Rosa dos Ventos”, conseguimos ter maior percepção da importância de atividades práticas como método no ensino na Geografia, o que possibilita uma melhor compreensão dos assuntos estudos junto ao meio estudantil.
Nesta atividade, tivemos dedicação total de todos os estudantes, o que possibilitou observar diversos comportamentos em relação a suas individualidades e sociabilidades, uma vez que se pode perceber a organização dos alunos no planejamento das atividades e tarefas propostas. O resultado desta atividade foi o desenvolvimento da criatividade intelectual dos alunos, que gerou ótimos resultados. A competitividade foi um dos parâmetros que esta atividade possibilitou ser trabalhada, pois, todos queriam se destacar e mostrar de forma positiva que o desafio gerado em forma de competição, pudesse levar os alunos a compreender e apreender de uma forma dinâmica. Os três melhores trabalhos apresentados no Concurso Rosa dos Ventos, ganharam uma premiação. Todos os trabalhos foram expostos na IV Mostra do Conhecimento, realizada na referida escola, no dia 12/07/2017.
A seguir exibimos algumas imagens do concurso e dos materiais produzidos. 





Ao fim deste projeto percebemos o quão é importante à existência de programas como este, pois, intensificam a relação de ensino e aprendizagem, na formação de pessoas fundamentadas, com segurança nos ensinamentos ali expostos, trazendo ótimos profissionais para a área de ensino.


A formação do povo brasileiro: miscigenação e diversidade étnica

Soleandro Zambon e Rayneken Casanova Santos
Bolsistas PIBID

         Pode-se dizer que o processo de colonização portuguesa no Brasil foi o principal agente transformador da diversidade cultural e miscigenação do povo brasileiro. Antes da chegada dos portugueses, o atual território brasileiro já era habitado por grupos nativos que tiravam da natureza sua própria subsistência. Do outro lado, Portugal tinha como objetivo colonizar e explorar nossos recursos naturais e minerais exemplo, o açúcar, ouro e principalmente o pau-brasil. Em razão disso, utilizou-se mão de obra escrava oriundas principalmente da África para exploração desses recursos, sendo os africanos os primeiros povos  a sofrerem imigração e tornarem-se escravos para exploração do pau-brasil.
         Desta forma, nosso território já concentrava muitas culturas e etnias responsáveis pela formação do povo brasileiro, que sofreu muitas transformações ao longo do tempo com a vinda de imigrantes da Europa e Ásia criando essa miscigenação e diversidade cultural que são caracterizadas pela população brasileira nos quatros cantos do país nos dias atuais.
         Por essa razão, no decorrer do mês de agosto de 2017 na EEB Coronel Lara Ribas, trabalhamos com os alunos a formação do povo brasileiro, com objetivo de entender como ocorreu a formação e miscigenação do povo brasileiro, buscando romper o paradigma midiático sobre os povos, esclarecendo como ela se deu em todas as regiões do Brasil e que não existem povos isolados em uma só região. A escola tem como proposta todos os anos fazer uma feira para expor o que os alunos vieram trabalhando ao longo do semestre. Para isso criamos uma dinâmica de trabalho com foco na população brasileira e sua diversidade para IV Mostra do Conhecimento na Escola.
Foram elaborados mapas-mudos de cada região do país, a qual os alunos colaram nos mapa o que cada região se destaca com base em suas culturas, música, vegetação, comidas típicas e principalmente os povos miscigenados. Com destaque para a região norte, pois os alunos se surpreenderam como é diversificada e que não há apenas o povo indígena nesta região. Portanto, como resultado desta atividade, percebemos como foi importante trabalhar a história do nosso país levando em consideração seus aspectos históricos culturais e sociais, mostrando como a identidade cultural da população brasileira contemporânea é fruto de um processo de miscigenação que se diversificou no decorrer do tempo e, em razão disso, os alunos puderam observar  como o povo brasileiro é diverso e espalhado por um vasto território.
Abaixo, exibimos algumas imagens da apresentação dos mapas produzidos na referida mostra do conhecimento escolar.




18 de novembro de 2015

A Geografia da Europa: visões críticas e atuais vistas em aula

Débora Weber de Souza e Wagner Weiand
Bolsistas PIBID

Nos meses de agosto e setembro, na Escola Estadual São Francisco, desenvolvemos atividades que envolveram o ensino da Geografia na sala de aula. Estas atividades, no contexto do Programa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID, foram organizadas de forma a trabalhar o ensino da Geografia numa abordagem diferenciada das que são realizadas no ambiente escolar. Assim, as atividades propostas, tiveram o objetivo de trabalhar o ensino geográfico, de acordo com os conteúdos já tratados pela professora das turmas, e com a tentativa de suprir a deficiência existente dos mesmos conteúdos, presentes nos livros didáticos que os alunos e a professora trabalham.

Com as atividades propostas, em junção aos conteúdos já tratados ou em andamento nas turmas, aplicamos metodologias próprias (Cartum Geográfico) e recursos metodológicos específicos (documentários, charges, revistas, livros, vídeos, mapas), com intuito de propor uma reflexão dos alunos e da professora (supervisora), frente às atualidades vistas no contexto dos assuntos trabalhados.

Durante a apresentação do conteúdo, procurou-se trazer aos alunos uma visão mais crítica sobre assuntos como economia e população, trazendo problemas como xenofobia, violência, guerras e crises a sua realidade, saindo da ideia de senso comum que alguns alunos tinham.

As atividades também buscaram usar tecnologias de pesquisa móvel, como o uso do celular e a rede que a escola disponibiliza, para efetuar pesquisas sobre os assuntos tratados na sala de aula. Esse método, possibilitou um estimulo à pesquisa aos alunos e uma interação maior sobre os assuntos tratados.
O único problema encontrado nesse método de pesquisa, na sala de aula, foi o uso incorreto dos mecanismos de pesquisas em rede e o uso do aparelho móvel, para entrar em redes sociais. Tal problema pôde ser resolvido com dialogo e orientações nas pesquisas em rede.

Já em relação ao horário das aulas, observou-se que a grade de horários das disciplinas muda constantemente e isso dificulta a relação de ensino-aprendizagem, pois quando o professor começa a discutir um assunto em uma aula, numa determinada disciplina e logo após, altera-se para outra aula, com outra disciplina e o mesmo retorna, muitas vezes, no ultimo horário da grade. Com isso perde-se o raciocínio continuo da construção do saber dentro da sala de aula, o aluno e o professor ficam confusos, perde-se a noção do assunto tratado. O conhecimento aqui fica na dependência do horário estabelecido, a mercê das interrupções constantes, um descompromisso e descaso com a educação.

Apesar das dificuldades, os métodos dinâmicos incitaram um maior questionamento por parte dos alunos em sala de aula, principalmente no que se refere à crítica, mostrando maior interesse em obter conhecimento. Nesse sentido, as atividades propostas, com metodologias mais criativas e dinâmicas, despertaram um maior interesse sobre determinados assuntos e curiosidade em buscar notícias sobre as atualidades que evolveram as discussões na sala de aula.



O uso do celular para pesquisas.
Foto: Débora Weber



Confecção de cartazes.
Foto: Débora Weber


Leitura do "cartum geográfico".
Foto: Débora Weber


3 de outubro de 2015

Curso de Geografia da UFFS, campus de Chapecó, realiza evento sobre o Ensino de Geografia


Débora Weber de Souza e Nadialine Zambot
Bolsistas PIBID


Nos dias 15 e 16 de setembro de 2015, no auditório da UFFS, Campus Chapecó, foram realizadas duas palestras envolvendo a temática do Ensino da Geografia no âmbito do II Café Geográfico, com as professoras Lana de Souza Cavalcanti (UFG) e Helena Copetti Callai (UNIJUI), importantes estudiosas da área de Ensino de Geografia e pesquisadoras do CNPq. Os temas das conferências foram “Ensinar e Aprender Geografia” no primeiro dia, e “Juventude, espaço e tempo: desafios da prática docente do Ensino Médio” no dia 16. O evento foi organizado pelo programa Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e teve a coordenação dos professores do curso de Geografia da UFFS/Chapecó Adriana Andreis e Willian Simões.

Os dois eventos trouxeram à discussão os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia no processo da produção do conhecimento em sala de aula. Nessa perspectiva, as conferencistas buscaram relacionar a tensão existente entre a universidade e a escola na redução do conhecimento científico e limitação na educação geográfica. No primeiro dia, as professoras propuseram trabalhar os conceitos geográficos dentro da sala de aula, por meio das análises sobre os conceitos na construção do pensamento espacial, ou seja, pensar a espacialidade e tornar a aula um objeto de investigação. Nesse sentido, a sala de aula se torna um espaço de produção e reprodução do conhecimento.

Já no segundo dia de evento, a discussão sobre o processo do ensinar e aprender Geografia em caráter conceitual foi retomada sob a perspectiva do ensino médio, focando nas expectativas do jovem e sua identidade estudantil. Nesse debate, a escola é vista como um importante espaço de socialização dos jovens e reprodução da sua identidade estudantil, que seria a forma cultural do jovem se expressar nesse espaço.



Profª. Drª. Helena Callai.
Foto: Fabio Denig.



Profª. Drª. Lana Cavalcanti.
Foto: Fabio Denig.


Conferencistas respondendo às questões da plateia. 
Foto: Ederson Nascimento.


Diante disso, surge a necessidade de (re)discutir o ensino da Geografia no Ensino Médio, devido a forma produtivista que a mesma é abordada, pois suas bases não são as dos conceitos geográficos para compreensão do espaço social e sim as dos conteúdos dos vestibulares, e a formação dos alunos não é voltada para pensar a espacialidade. A problemática do espaço vivido por aquele individuo é voltada apenas para o mercado de trabalho, e o professor, nesse processo, acaba por atuar com ensino mecanicista, um ensino que ignora o espaço social do jovem e sua identidade estudantil, onde não existe um diálogo e este atua de forma passiva aos processos de transformação existente neste “espaço-tempo” escolar.


2 de outubro de 2015

Do mundo bipolar à economia-mundo: atividade de ensino


Edcleia Pedon e Tatiane Ribeiro
Bolsistas PIBID


Durante o mês de junho, na escola EEB Tancredo de Almeida Neves, desenvolveu-se um projeto com o 2º ano do ensino médio, no qual foram abordados os assuntos "Guerra Fria", "Capitalismo e Socialismo", "Globalização", "Economia-mundo" e "Metas do Milênio". Objetivou-se despertar nos alunos a vontade pelo conhecimento dos conhecimentos histórico-geográficos, reconhecer as diferenças principais entre capitalismo e socialismo, identificar os principais aspectos da globalização, conhecer como ocorre a economia-mundo e por fim trabalhar sobre as metas do milênio.
Destacando a importância de se trabalhar com diversas didáticas diferentes para melhor aprendizagem dos alunos, utilizou-se técnicas e metodologias diferenciadas para melhor aprendizagem dos alunos, quais sejam: exibição de vídeos, questionário oral, questionário escrito, discussão sobre a Guerra Fria, textos, acompanhamento no livro didático, seminário apresentado pelos alunos sobre as metas do milênio, prova avaliativa e prova de recuperação.

Pode-se perceber que durante as aulas sobre os conteúdos abordados os alunos se interessaram bastante pelos vídeos e atividades propostas, pelo que pode-se perceber gostaram bastante. Os vídeos mostrados puderam esclarecer dúvidas sobre o tema, da maneira que visualizando os alunos puderam ter um conhecimento maior de tudo, vendo na prática o que realmente aconteceu com imagens e explicações. Esse projeto pode desenvolver ainda nos alunos uma visão mais clara do conteúdo.

Durante a realização das provas, a maioria dos alunos soube dominar o conteúdo e a minoria que foi mal teve chance de recuperar sua nota após ser realizado um trabalho de recuperação. Também gostaram muito de apresentar o seminário com as regras o que gerou longa discussão sobre os temas apresentados no trabalho.


Momentos das atividades.


Ao findar-se esse projeto com os conteúdos abordados pode se concluir que de maneira quase que geral ocorreu tudo bem sem grandes dificuldades e com certeza ocorreu conhecimento por ambas as partes participantes, as metodologias aplicadas poderiam ser mais diversificadas mas em questão do tempo em decorrência da greve foi tudo meio que “apressado” mas acreditamos que da maneira em que foi exposto o conteúdo houve sim a aquisição de conhecimentos pois, durante as aulas houve muita discussão e explanação das dúvidas ocorrentes. 

Por fim, resumindo, pode-se dizer que foi um projeto simples mas de grande aprendizado.

14 de setembro de 2015

As desigualdades sociais no Brasil: o teatro usado como metodologia de ensino

Fabiane Ripplinger e Nadialine Zambot
Bolsistas PIBID

As desigualdades sociais acontecem em todos os países, entretanto com diferentes proporções, sendo ela mais expressiva em países em desenvolvimento. Entre as causas das desigualdades sociais estão a má distribuição de renda e recursos, a falta de investimentos na saúde e na educação, poucas oportunidades de trabalho, corrupção, entre outras causas.

Mas a social não é a única desigualdade existente no Brasil. Podemos citar outros tipos de desigualdades que advém da desigualdade social (ou contribuem para ela) como étnicas, raciais, culturais, regionais, de gênero no trabalho, econômicas, educacionais, entre outras. Entre os mais afetados pelos vários tipos de desigualdade estão as crianças e jovens, que se encontram despreparados para enfrentar o mercado de trabalho, não continuam os estudos e ficam sujeitos a marginalidade/criminalidade, ao mundo do crime e das drogas. A pobreza, fome, desnutrição, mortalidade infantil, favelização, desemprego, violência, entre outros estão entre as consequências dos diversos tipos de desigualdades.

A temática das desigualdades sociais foi trabalhada com uma atividade didática especial em turmas do oitavo ano do ensino fundamental na Escola São Francisco, utilizando-se uma representação teatral. Após uma aula ministrada pela professora supervisora do projeto referente ao tema supracitado e sob sua orientação os alunos deveriam fazer uma apresentação (cartazes, teatro, texto ou poesia), cada grupo pôde escolher com o que gostaria de trabalhar, os alunos produziram textos, cartazes e teatro, que foi uma forma diferente deles mostrarem como viam as desigualdades, que são explícitas atualmente. Como auxílio no entendimento do assunto, na aula seguinte, foi passado o filme “Escritores da liberdade” para que os alunos observassem as desigualdades existentes baseados em uma história real porem não brasileira.

Dando sequência nas atividades, acompanhamos as apresentações, sendo uma delas a de um teatro, com o objetivo de os alunos expressarem seu entendimento do assunto e de uma forma simples. Estes alunos, com o conhecimento adquirido em sala e com pesquisas, desenvolveram esta apresentação, tratando diversos tipos de desigualdades em uma família, sendo composta por quatro alunos do oitavo ano interpretando os papéis de mãe, duas filhas biológicas e um adotivo, sendo o filho adotivo excluído das atividades de lazer da família, sendo humilhado e obrigado a sujeitar-se as ordens das irmãs na ausência da mãe, e sendo muitas vezes responsabilizado pelas más ações delas, que rejeitavam-no por ser diferente e por acharem ele um intruso na família.


Confecção de cartaz e teatro apresentado pelos alunos.
Foto: Fabiane Ripplinger


Ao finalizar a atividade pode-se concluir que os alunos compreenderam a temática abordada e assim desmistificar o que é a desigualdade social e como ela acontece em todos os territórios, e não somente em alguns locais como eles haviam pensado. Eles nos surpreenderam com a coragem de apresentar aos colegas uma peça teatral, pois havia certa timidez no início, mas que com o passar da apresentação isso não se fez mais presente. Pode-se perceber que os outros alunos gostaram da apresentação dos colegas e que esta metodologia poderá ser mais explorada principalmente nesta turma.



13 de setembro de 2015

Conhecendo o Nordeste Brasileiro: experiência de ensino com turmas do sétimo ano do ensino fundamental


Fabiane Ripplinger e Mirian Pegoraro
Bolsistas PIBID

O Brasil é um país com grandes dimensões territoriais que são divididas em cinco regiões geográficas: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. A região Nordeste, especificamente, é a terceira maior região do país, formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esta região foi tema de um planejamento aplicado em uma turma de sétimo ano do Ensino Fundamental. 

A região Nordeste é uma região com diferentes características internas e por isso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dividiu-a em quatro sub-regiões, a saber: Agreste, Meio Norte, Sertão, Zona da Mata. O Agreste é a área correspondente a transição entre o Sertão e a Zona da Mata, localizada no centro dos estados de Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.  Com relevo acidentado, pode-se destacar o Planalto da Borborema bem como que seu clima é semiárido, com a vegetação predominante de Caatinga e a Mata Atlântica. Sua economia gira em torno da pecuária e da agricultura.

O Meio Norte corresponde a área de transição entre o Sertão (Nordeste) e a Amazônia (Norte), ocupa o estado do Maranhão e parcialmente o Piauí, com vegetação predominante da Mata dos Cocais e a economia advém principalmente do extrativismo vegetal, mineração e pecuária. O relevo é formado por chapadas e planaltos em sua maioria.

Sertão é a área de transição entre o Agreste e o Meio Norte, ocupa parcialmente os estados do Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e totalmente o estado do Ceará. A vegetação predominante é a Caatinga, possui clima semiárido e a economia gira em torno da agricultura, porém sofre com a baixa pluviosidade tornando a produção de alimentos difícil. O relevo varia muito, estando presente em alguns locais as chapadas e em outras superfícies planas.

A Zona da Mata está presente na parte litorânea dos estados do Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe. O clima nesta região é Tropical Úmido, com pluviosidade significativa (comparado com as outras subdivisões da região), a vegetação predominante é a Mata Atlântica. O turismo é a principal fonte econômica, mas a agricultura e a indústria petroquímica também se destacam.


Na região Nordeste estão presentes as seguintes bacias hidrográficas: Parnaíba, São Francisco, Atlântico Nordeste Oriental, Atlântico Nordeste Ocidental e Atlântico Leste.

Foram abordadas em sala questões referentes à cultura e à economia, as taxas de analfabetismo, mortalidade infantil e densidade demográfica da região. Realizou-se uma intervenção com duração de duas aulas, trabalhou-se com vídeos (como este) e com a construção de mapas temáticos de localização e divisão político-administrativa da região.



Construção de mapas temáticos da região: esta etapa teve como objetivo aprimorar o conhecimento dos alunos sobre a divisão territorial da região e suas localização e dimensão no contexto do território nacional.


Conclui-se com esta intervenção com o presente conteúdo chamou a atenção dos alunos, especialmente porque foi possibilitado dinâmicas diferentes como a presença do vídeo e a produção de mapas de localização. 

Espaço urbano e espaço rural: atividade de ensino


Fabiane Ripplinger e Mirian Pegoraro
Bolsistas PIBID

Em tempos passados, o espaço rural era interpretado somente como o espaço não urbanizado em uma cidade, mas com o passar dos anos esse conceito adquiriu uma nova configuração, em decorrência da modernização e da mecanização do campo, através de programas de incentivos do Estado aos produtores rurais. Com isso, há uma crescente relação de interdependência entre o espaço rural e urbano, no qual o produtor rural depende de máquinas agrícolas, adubos químicos, sementes, entre outros disponíveis no meio urbano. Já o espaço urbano depende do espaço rural, através da produção de alimentos e matérias primas extraídas no espaço rural, utilizadas principalmente em indústrias.

Com a modernização e mecanização do campo houve um aumento da produção, porém muitas pessoas perderam seus empregos e a possibilidade de se manter no meio rural. Neste sentido ocorreu um fenômeno chamado êxodo rural, ou seja, a um deslocamento populacional do meio rural para o urbano.


Estas pessoas que saem do campo e vão para a cidade geralmente não conseguem um emprego fixo rapidamente, pois não possuem a qualificação necessária para ocupar as vagas disponíveis no mercado de trabalho neste local. Sucessivamente, há um problema com a moradia, pois sem emprego fixo, e necessitando pagar aluguel, água e luz, torna-se cada vez mais difícil sustentar a família, logo ficam endividados e o destino são as ruas ou constroem casas em favelas com o pouco dinheiro que conseguem no subemprego na cidade. A violência, a falta de saneamento básico, falta de vagas em creches, hospitais e pronto-atendimentos lotados, falta de medicamentos gratuitos nestes locais, são consequências de um crescimento populacional desordenado.


Imagens de diferentes pontos da cidade do espaço periurbano de Chapecó mostrando as interfaces entre o rural e o urbano e os contrastes socioespaciais. As fotos foram utilizadas nas exposições em aulas.
Fotos: Mirian Pegoraro (2015). 


A temática citada acima constitui-se como parte de uma intervenção escolar. As aulas deram-se de modo expositivas/participativas, utilizando quatro aulas com uma turma de sétimo ano na EEB São Francisco. Como objetivo desta intervenção, buscou-se que os alunos compreendessem as diferenças entre o espaço urbano e o rural, bem como as relações que existem entre ambos. Para isso, debateu-se o conteúdo com os alunos, resolveu-se exercícios, bem como confeccionou-se cartazes com posterior apresentação oral e para finalizar, foram apresentadas algumas fotos da cidade de Chapecó/SC. 


Os alunos elaboraram cartazes sobre as "dimensões socioespaciais do rural e do urbano".
Fotos: Fabiane Ripplinger (2015).

Como avaliação da intervenção, pode-se concluir que os alunos tiveram dificuldade no início, porém eram participativos e questionavam quando não entendiam. Isso torna a aula mais produtiva e contribui no processo de ensino aprendizagem. Pode-se afirmar que tanto os alunos como as bolsistas tiveram grande aprendizagem sobre a temática. Vale ressaltar que apesar de ter sido pouco tempo e talvez a metodologia não ter sido inovadora, configura-se como a primeira intervenção das bolsistas e certamente será qualificada. 


2 de setembro de 2015

Migrações internacionais e xenofobia: desconstruindo o raciocínio simplista xenófobo através do ensino de Geografia da População no Ensino Fundamental


Renato Canonico de Souza
Bolsista PIBID


O estudo da Geografia da População é fundamental para entender os mais diversos comportamentos populacionais das mais diversas sociedades e sua dinâmica no espaço. Um exemplo desses comportamentos é a Xenofobia, que, não raro, surge no âmbito de migrações internacionais. Em diversos lugares do mundo, durante a história recente da humanidade, foi possível notar que o entendimento de fatores e índices demográficos e econômicos são fundamentais para que se compreenda esse tipo de comportamento, oriundo das migrações massivas, aliados com problemas sociais dos lugares de êxodo e de chegada dos imigrantes.

Considerando que a cidade de Chapecó vive um lamentável sentimento crescente de xenofobia de sua população, devido a vinda principalmente de contingentes de haitianos para a cidade, que são marginalizados pelos segmentos da sociedade local, e também, que na Europa esse problema é vigente há mais tempo, com diversas outras etnias que foram e continuam sendo marginalizadas, foi proposto um trabalho, durante as aulas sobre a demografia europeia, numa classe de nono ano do ensino fundamental, por meio do projeto PIBID de Geografia. De curta duração, a oficina visava a desmistificação do raciocínio simplista que ronda nos debates sobre a xenofobia, e tinha o intuito de fazer a relação global e local dos lugares com estudantes de ensino fundamental do ensino público de Chapecó, além de trazer uma questão fundamental no debate da formação da cidadania no Brasil.

 A princípio, ao fim de uma aula sobre a evolução demográfica da Europa, ministrada pelo professor supervisor do projeto, foi passado um texto sobre como as crises financeiras, previdenciárias podem ser oriundas de índices demográficos, com os altos índices de população idosa em detrimento do índice de população jovem e adulta. Foram apresentadas, em seguida, duas aulas expositivas e teóricas. A primeira, sobre a definição de xenofobia e exemplos da história recente no continente europeu, e a segunda de como a evolução das fases demográficas desencadeiam num comportamento xenófobo das populações, sendo proposto no final um questionário com perguntas relacionadas à xenofobia no Brasil.


Semanas após, quando os alunos devolveram os questionários, o resultado foi satisfatório. Foi possível notar que os alunos assimilaram bem o conteúdo, houve participação e polêmica durante as aulas, e o raciocínio simplista de que imigrantes roubam os empregos da população local foi desconstruído durante as aulas e notável na resposta das questões solicitadas.

A Geografia da África em sala de aula


Daniela Feyh Wagner
Heitor Pugnolli
Wagner Weiand
Bolsistas PIBID


Durante o mês de junho e julho trabalhamos o continente africano com os alunos do 9º ano. Vimos suas características gerais, hidrografia, relevo, clima, localização, vegetação, aspectos sociais, população e economia.

Primeiramente apresentamos o documentário “África, uma história rejeitada”, o qual trata informações e evidências dos africanos primitivos, e as primeiras migrações para o continente, também a insistência dos colonizadores europeus em refutar as evidências de civilizações primitivas, para garantir suas terras e propriedades no continente, onde negam a história africana contada por primitivos e estabelecem “sua história”. Tal documentário trouxe maior questionamento aos alunos no que diz a África, onde puderam conhecer melhor a história do continente. Após discussão em sala, os alunos elaboraram um texto a respeito do documentário, baseando se em perguntas que passamos, e expressando seu entendimento a respeito deste e da África.


Abordando aspectos gerais, divisão política, relevo e vegetação, hidrografia e IDH, os alunos trabalharam em mapas, onde fizeram uma cópia e pintaram os mesmos. Também aproveitamos a disposição para uma atividade dinâmica e interativa, na qual os alunos pintaram a divisão continentes no fundo da sala, com uma divisão simples e colorida. Percebesse que tal atividade trouxe maior interesse dos alunos para com a geografia, dando maior enfoque nas aulas.




O mapa-múndi sendo pintado na parede da sala de aula pelos alunos da escola.
Sua confecção ajudou a motivar os alunos a participarem de toda a atividade de ensino-aprendizagem sobre o continente africano, além de contribuir na elevação da auto-estima coletiva dos mesmos ao coloca-los como agentes da construção do conhecimento e da decoração a la Geografia da sala de aula.



A pintura do mapa-múndi finalizada.
O referido mapa passou a ser frequentemente utilizado em aulas que envolvem localização em escala mundial.


Concluindo o assunto, os alunos, divididos em grupos, abordaram temas distintos do continente africano, aspectos políticos, físicos, econômicos, populacionais e sociais. Nele os alunos elaboraram cartazes e os apresentaram, o qual rendeu uma ótima discussão em sala, principalmente a aspectos sócio econômicos, debatendo e questionando assuntos como a causa da fome existente na África e formas de combatê-la.


Ao finalizar as atividades a respeito da África como continente, percebemos um maior senso crítico com questões sociais por parte dos alunos, cremos que eles poderão questionar melhor questões sociais e econômicas, além do aperfeiçoamento do conhecimento a respeito da África, principalmente sobre suas questões sociodemográficas e econômicas. Nestas atividades, os alunos demonstraram maior interesse, percebendo se na melhor elaboração delas.