24 de novembro de 2017

Orientando-se no espaço: práticas lúdicas no ensino da Geografia.

Gerson Junior Naibo e Tatiane Ribeiro
Bolsistas PIBID


Nos meses de junho e julho de 2017, os bolsistas do PIBID, com auxílio da professora e supervisora Luzia Cleonir Colla Zuanazzi, desenvolveram suas atividades na Escola de Educação Básica Coronel Lara Ribas, intervindo nas aulas da turma do 6º ano do Ensino Fundamental, turno vespertino.
Durante este período de oito semanas, foram desenvolvidas atividades relacionadas aos seguintes assuntos: coordenadas geográficas, coordenadas UTM, fusos horários, orientação geográfica, localização espacial, cartografia no meio tecnológico e instrumentos de navegação. Tais assuntos foram abordados em sala com variados métodos de ensino, tais como: leitura do livro didático, realização de atividades teóricas, discussão a cerca do conteúdo, apresentação de slides, rodas de conversa e por fim a principal atividade realizada que merece destaque, o concurso “Rosa dos Ventos”, prática de caráter lúdico na qual os alunos foram subdivididos em duplas e trios para confeccionar modelos e submeter ao concurso. Para avaliação desta atividade, e como critério classificatório, foram utilizados os seguintes parâmetros de avaliação: rigor científico (20%); originalidade e criatividade (40%); diversificação do material utilizado (15%); aspecto geral do trabalho (20%) e entrega no prazo estipulado (05%).
Por fim, foram realizadas atividades práticas de orientação geográfica na quadra de esportes da escola. Foi feito à utilização da “Rosa dos Ventos”, criada pelos estudantes, para orientação no espaço, onde cada grupo de alunos neste espaço deveriam posicionar sua “Rosa dos Ventos” em relação ao local que estavam, obedecendo à orientação pelo sol, por pontos cardeais ou colaterais. Entre outras requisições pedimos aos alunos em qual direção estava sua casa, a padaria e outros pontos da cidade. Utilizamos também, em seguida, o receptor GPS para mostrar outros meios de orientação cartográfica.
Com esta atividade do concurso “Rosa dos Ventos”, conseguimos ter maior percepção da importância de atividades práticas como método no ensino na Geografia, o que possibilita uma melhor compreensão dos assuntos estudos junto ao meio estudantil.
Nesta atividade, tivemos dedicação total de todos os estudantes, o que possibilitou observar diversos comportamentos em relação a suas individualidades e sociabilidades, uma vez que se pode perceber a organização dos alunos no planejamento das atividades e tarefas propostas. O resultado desta atividade foi o desenvolvimento da criatividade intelectual dos alunos, que gerou ótimos resultados. A competitividade foi um dos parâmetros que esta atividade possibilitou ser trabalhada, pois, todos queriam se destacar e mostrar de forma positiva que o desafio gerado em forma de competição, pudesse levar os alunos a compreender e apreender de uma forma dinâmica. Os três melhores trabalhos apresentados no Concurso Rosa dos Ventos, ganharam uma premiação. Todos os trabalhos foram expostos na IV Mostra do Conhecimento, realizada na referida escola, no dia 12/07/2017.
A seguir exibimos algumas imagens do concurso e dos materiais produzidos. 





Ao fim deste projeto percebemos o quão é importante à existência de programas como este, pois, intensificam a relação de ensino e aprendizagem, na formação de pessoas fundamentadas, com segurança nos ensinamentos ali expostos, trazendo ótimos profissionais para a área de ensino.


A formação do povo brasileiro: miscigenação e diversidade étnica

Soleandro Zambon e Rayneken Casanova Santos
Bolsistas PIBID

         Pode-se dizer que o processo de colonização portuguesa no Brasil foi o principal agente transformador da diversidade cultural e miscigenação do povo brasileiro. Antes da chegada dos portugueses, o atual território brasileiro já era habitado por grupos nativos que tiravam da natureza sua própria subsistência. Do outro lado, Portugal tinha como objetivo colonizar e explorar nossos recursos naturais e minerais exemplo, o açúcar, ouro e principalmente o pau-brasil. Em razão disso, utilizou-se mão de obra escrava oriundas principalmente da África para exploração desses recursos, sendo os africanos os primeiros povos  a sofrerem imigração e tornarem-se escravos para exploração do pau-brasil.
         Desta forma, nosso território já concentrava muitas culturas e etnias responsáveis pela formação do povo brasileiro, que sofreu muitas transformações ao longo do tempo com a vinda de imigrantes da Europa e Ásia criando essa miscigenação e diversidade cultural que são caracterizadas pela população brasileira nos quatros cantos do país nos dias atuais.
         Por essa razão, no decorrer do mês de agosto de 2017 na EEB Coronel Lara Ribas, trabalhamos com os alunos a formação do povo brasileiro, com objetivo de entender como ocorreu a formação e miscigenação do povo brasileiro, buscando romper o paradigma midiático sobre os povos, esclarecendo como ela se deu em todas as regiões do Brasil e que não existem povos isolados em uma só região. A escola tem como proposta todos os anos fazer uma feira para expor o que os alunos vieram trabalhando ao longo do semestre. Para isso criamos uma dinâmica de trabalho com foco na população brasileira e sua diversidade para IV Mostra do Conhecimento na Escola.
Foram elaborados mapas-mudos de cada região do país, a qual os alunos colaram nos mapa o que cada região se destaca com base em suas culturas, música, vegetação, comidas típicas e principalmente os povos miscigenados. Com destaque para a região norte, pois os alunos se surpreenderam como é diversificada e que não há apenas o povo indígena nesta região. Portanto, como resultado desta atividade, percebemos como foi importante trabalhar a história do nosso país levando em consideração seus aspectos históricos culturais e sociais, mostrando como a identidade cultural da população brasileira contemporânea é fruto de um processo de miscigenação que se diversificou no decorrer do tempo e, em razão disso, os alunos puderam observar  como o povo brasileiro é diverso e espalhado por um vasto território.
Abaixo, exibimos algumas imagens da apresentação dos mapas produzidos na referida mostra do conhecimento escolar.




18 de novembro de 2015

A Geografia da Europa: visões críticas e atuais vistas em aula

Débora Weber de Souza e Wagner Weiand
Bolsistas PIBID

Nos meses de agosto e setembro, na Escola Estadual São Francisco, desenvolvemos atividades que envolveram o ensino da Geografia na sala de aula. Estas atividades, no contexto do Programa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID, foram organizadas de forma a trabalhar o ensino da Geografia numa abordagem diferenciada das que são realizadas no ambiente escolar. Assim, as atividades propostas, tiveram o objetivo de trabalhar o ensino geográfico, de acordo com os conteúdos já tratados pela professora das turmas, e com a tentativa de suprir a deficiência existente dos mesmos conteúdos, presentes nos livros didáticos que os alunos e a professora trabalham.

Com as atividades propostas, em junção aos conteúdos já tratados ou em andamento nas turmas, aplicamos metodologias próprias (Cartum Geográfico) e recursos metodológicos específicos (documentários, charges, revistas, livros, vídeos, mapas), com intuito de propor uma reflexão dos alunos e da professora (supervisora), frente às atualidades vistas no contexto dos assuntos trabalhados.

Durante a apresentação do conteúdo, procurou-se trazer aos alunos uma visão mais crítica sobre assuntos como economia e população, trazendo problemas como xenofobia, violência, guerras e crises a sua realidade, saindo da ideia de senso comum que alguns alunos tinham.

As atividades também buscaram usar tecnologias de pesquisa móvel, como o uso do celular e a rede que a escola disponibiliza, para efetuar pesquisas sobre os assuntos tratados na sala de aula. Esse método, possibilitou um estimulo à pesquisa aos alunos e uma interação maior sobre os assuntos tratados.
O único problema encontrado nesse método de pesquisa, na sala de aula, foi o uso incorreto dos mecanismos de pesquisas em rede e o uso do aparelho móvel, para entrar em redes sociais. Tal problema pôde ser resolvido com dialogo e orientações nas pesquisas em rede.

Já em relação ao horário das aulas, observou-se que a grade de horários das disciplinas muda constantemente e isso dificulta a relação de ensino-aprendizagem, pois quando o professor começa a discutir um assunto em uma aula, numa determinada disciplina e logo após, altera-se para outra aula, com outra disciplina e o mesmo retorna, muitas vezes, no ultimo horário da grade. Com isso perde-se o raciocínio continuo da construção do saber dentro da sala de aula, o aluno e o professor ficam confusos, perde-se a noção do assunto tratado. O conhecimento aqui fica na dependência do horário estabelecido, a mercê das interrupções constantes, um descompromisso e descaso com a educação.

Apesar das dificuldades, os métodos dinâmicos incitaram um maior questionamento por parte dos alunos em sala de aula, principalmente no que se refere à crítica, mostrando maior interesse em obter conhecimento. Nesse sentido, as atividades propostas, com metodologias mais criativas e dinâmicas, despertaram um maior interesse sobre determinados assuntos e curiosidade em buscar notícias sobre as atualidades que evolveram as discussões na sala de aula.



O uso do celular para pesquisas.
Foto: Débora Weber



Confecção de cartazes.
Foto: Débora Weber


Leitura do "cartum geográfico".
Foto: Débora Weber


3 de outubro de 2015

Curso de Geografia da UFFS, campus de Chapecó, realiza evento sobre o Ensino de Geografia


Débora Weber de Souza e Nadialine Zambot
Bolsistas PIBID


Nos dias 15 e 16 de setembro de 2015, no auditório da UFFS, Campus Chapecó, foram realizadas duas palestras envolvendo a temática do Ensino da Geografia no âmbito do II Café Geográfico, com as professoras Lana de Souza Cavalcanti (UFG) e Helena Copetti Callai (UNIJUI), importantes estudiosas da área de Ensino de Geografia e pesquisadoras do CNPq. Os temas das conferências foram “Ensinar e Aprender Geografia” no primeiro dia, e “Juventude, espaço e tempo: desafios da prática docente do Ensino Médio” no dia 16. O evento foi organizado pelo programa Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio e teve a coordenação dos professores do curso de Geografia da UFFS/Chapecó Adriana Andreis e Willian Simões.

Os dois eventos trouxeram à discussão os desafios do ensino-aprendizagem da Geografia no processo da produção do conhecimento em sala de aula. Nessa perspectiva, as conferencistas buscaram relacionar a tensão existente entre a universidade e a escola na redução do conhecimento científico e limitação na educação geográfica. No primeiro dia, as professoras propuseram trabalhar os conceitos geográficos dentro da sala de aula, por meio das análises sobre os conceitos na construção do pensamento espacial, ou seja, pensar a espacialidade e tornar a aula um objeto de investigação. Nesse sentido, a sala de aula se torna um espaço de produção e reprodução do conhecimento.

Já no segundo dia de evento, a discussão sobre o processo do ensinar e aprender Geografia em caráter conceitual foi retomada sob a perspectiva do ensino médio, focando nas expectativas do jovem e sua identidade estudantil. Nesse debate, a escola é vista como um importante espaço de socialização dos jovens e reprodução da sua identidade estudantil, que seria a forma cultural do jovem se expressar nesse espaço.



Profª. Drª. Helena Callai.
Foto: Fabio Denig.



Profª. Drª. Lana Cavalcanti.
Foto: Fabio Denig.


Conferencistas respondendo às questões da plateia. 
Foto: Ederson Nascimento.


Diante disso, surge a necessidade de (re)discutir o ensino da Geografia no Ensino Médio, devido a forma produtivista que a mesma é abordada, pois suas bases não são as dos conceitos geográficos para compreensão do espaço social e sim as dos conteúdos dos vestibulares, e a formação dos alunos não é voltada para pensar a espacialidade. A problemática do espaço vivido por aquele individuo é voltada apenas para o mercado de trabalho, e o professor, nesse processo, acaba por atuar com ensino mecanicista, um ensino que ignora o espaço social do jovem e sua identidade estudantil, onde não existe um diálogo e este atua de forma passiva aos processos de transformação existente neste “espaço-tempo” escolar.