25 de abril de 2013

Relato de experiência

Claudia  Reinehr Campana
Bolsista  PIBID

            O PIBID fornece uma primeira experiência sobre a atuação em sala de aula como docente. A escolha da licenciatura na graduação nos dias de hoje se torna preocupante, principalmente perante o comportamento dos alunos em sala de aula. A participação no projeto nos permite o contato com realidades que encontraremos futuramente, no exercício da profissão. Este relato visa apresentar e avaliar uma das práticas que desenvolvemos no PIBID-Geografia da UFFS: o acompanhamento das aulas da supervisora.


Acompanhamento das aulas.

Presença da bolsista em sala de aula.

O PIBID traz aos bolsistas acadêmicos uma experiência única, podendo conhecer estratégias didáticas de ensino, através da observação em sala de aula com a professora supervisora, que nos ensina, por exemplo, como cativar seus alunos de difícil comportamento despertando neles a atenção em suas explicações.

Com minha intervenção em sala de aula, pude aprender a importância de alterar o tom de voz, a necessidade de uma fala mais clara para os alunos terem uma melhor compreensão e a importância  da leitura e pesquisa constante de assuntos a serem ensinados e com exemplos mais próximos do cotidiano dos alunos.


Aula ministrada pela professora supervisara.

Durante observações na escola e debates na UFFS, percebi que uma boa educação é fundamental na construção de um futuro melhor aos jovens que estão se formando, tendo o professor um papel essencial nesta formação.      Em minhas intervenções, no primeiro ano do ensino médio, repassei conteúdos sobre a importância da geografia, como o conhecimento sobre a utilização do espaço geográfico é importante, e o que é o estudo da geografia. Através da leitura e explicação de textos, mais a complementação da supervisora, foi aplicado uma avaliação, após o término dos conteúdos. Houve uma boa participação por parte dos alunos, com relatos pessoais, podendo se perceber que não tinha conhecimento real da imensidão de informações que contempla a Geografia.


23 de abril de 2013

Oficina sobre paisagem e lugar com turmas de 1ª série do ensino médio utilizando fotografias

Cristiane Santin
Bolsista PIBID

A atividade proposta para as turmas do 1º ano do Ensino Médio (105 e 106) da escola Marechal Bormann, onde foi empregado os conceitos de lugar e paisagem, teve por objetivo fazer com que os alunos trabalhassem com fotografias de paisagens em seu lugar de vivência, estimulando no aluno a percepção dos elementos presentes no espaço. Através da atividade também se pode reconhecer as diferentes paisagens presentes no dia-a-dia construindo assim um conhecimento que articula teoria e prática, além de incentivar aos alunos o uso de fotografias para a descrição e análise da paisagem, possibilitando uma melhor compreensão do conceito de paisagem e lugar através de fotografias.

O conceito de paisagem é entendido segundo Aziz Ab’Saber como um aspecto visível como não visível também, sendo o último o clima, o vento, etc. Pode também ser compreendido como paisagem natural e paisagem construída, sendo que a primeira é quase inexistente nos dias de hoje, pois refere-se a não interferência humana na mesma. Já o segundo tipo corresponde às paisagens construídas e modificadas pela ação antrópica.

O conceito de lugar em geral é definido como um “espaço que se torna familiar ao indivíduo, é o espaço vivido, do experienciado”. Desta forma o termo lugar se assemelha com o de espaço, diferenciando-se a partir do momento em que o espaço deixa de ser indiferente às pessoas que ocupam o mesmo, passando a ser lugar quando as mesmas passam a ter contato com este e na medida em que conhecem melhor adquirindo um certo valor(histórico, cultural) (CAVALCANTI, 1998, p. 89).

A atividade se deu em um primeiro momento com explicação a cerca da oficina aos estudantes e dos conceitos. Em seguida, em um período extraclasse, os estudantes foram a campo para observar a paisagem geográfica e registrar alguns de seus aspectos em fotografias.

Num outro momento, em aula os alunos fizeram a seleção e análise das fotos, a fim de selecionar as cinco que melhor representam os conceitos estudados durante as aulas teóricas de Geografia para, em seguida, apresentá-las aos colegas. Cada equipe teve a responsabilidade de analisar e fotografar paisagens de um tema específico escolhido a priori dentre sete, que são: paisagens naturais, verticais, horizontais, culturais, comerciais, industriais e agrícolas. A seguir, são apresentadas imagens do momento das apresentações à turma.

Apresentação das paisagens em sala de aula
Foto: Flavia Vacarin, 2013.

Após a análise e seleção das fotos, os estudantes fizeram o exercício de união entre teoria e prática em forma de textos, além de desenvolver painéis. Abaixo fotografias que mostram o momento em que os alunos montaram os painéis e do mesmo exposto na escola para a comunidade escolar.


Alunos montando painéis de acordo com cada tipo de paisagem.
Foto: Aline Ludwig, 2013.

Montagem de painéis com os trabalhos elaborados.
Foto: Cristiane Santin, 2013.


Um dos painéis exposto no mural da escola.
Foto: Flavia Vacarin, 2013.
Analisando esta atividade pode-se perceber-se que os alunos tiveram limitação ao descrever as fotos, sendo que as mesmas foram muito superficiais. Porém obtiveram o domínio dos conceitos de paisagem e lugar, além de espaço geográfico que também foi explicado para os mesmos. Outro ponto a destacar foi a forma de seleção das fotos, onde os alunos acabaram focalizando um objeto na imagem ao invés de priorizar a paisagem como um todo. Na descrição das fotos, os alunos em sua maioria acabaram por descrever o que continha na foto apenas, sem fazer um reconhecimento do lugar em que escolheram para tirar estas fotos.

Referência:
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia escolar e a construção de conceitos no ensino. In: ______. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998. p. 87-136.





4 de fevereiro de 2013

O papel da propaganda: experiência de ensino com os 5° anos

Bruno de Matos Casaca

Bolsista PIBID



Diariamente somos “bombardeados” de informações pelas redes de comunicação, principalmente pela televisão, muitas dessas relacionados ao consumo. Esse modo de comunicação, a propaganda, é importante, pois de forma clara e simples transmite a ideia a ser divulgada. Ao introduzir o conteúdo da mídia e suas influências à população, os alunos do 5º ano das séries iniciais, tiveram contato com as formas de propagandas: informativa e persuasiva. Neste contexto, os bolsistas que acompanhavam a turma realizaram uma atividade com os alunos do 5° ano do ensino fundamental da Escola Marechal Bormann, a fim de fazê-los vivenciar a produção de uma propaganda, refletir sobre a maneira que algumas propagandas podem ser facilmente influenciáveis. A atividade consistiu em cada dupla de alunos criar um produto nos seguintes temas: vestuário, cosméticos, alimentação, informática e brinquedos, bem como vendê-los na forma de propaganda.

A turma foi organizada de forma que cada tema aparecesse duas vezes, e para que ocorresse competição entre as propagandas, cada dupla tinha um tempo de dois minutos por propaganda. Na sequência foram feitos planejamento, de como cada aluno faria a propaganda, bem como, cada fala e atitude para ser realizada. Após isso, foi realizada um ensaio com cada dupla.


Alunas apresentando.




Outra dupla apresentando seu produto.

          
         Na semana seguinte, foram realizadas as apresentações das propagandas. Cada dupla tinha dois minutos para apresentar a propaganda na frente de toda a turma. Foi solicitado ao restante dos alunos que prestassem atenção à propaganda, sem conversas, mas foi liberado a eles a possibilidade de fazer caretas e/ou gestos, pois essas são ações que os mesmo fazem frequentemente tanto em sala, como em casa.


Foram realizadas propagandas de: roupa com camuflagem e conjunto de vestido com sandálias (vestuário); protetor solar e conjunto de cremes (cosméticos); sanduiche natural e barra de chocolate (alimentação); vídeogame para Playstation® 3 e aparelho celular (informática); conjunto de tênis de mesa e (brinquedos).

Vestuário foi um dos temas apresentados.

A imaginação mexeu com a turma: roupa de camuflagem outro tema apresentado.

        
          Em geral a atividade foi tida como satisfatória, os alunos criaram propagandas de vendas de produtos, bem comuns vistas hoje pela mídia. A maior dificuldade vista por eles foi o tempo de fala, pois eles planejaram uma escrita que não ocupou todo o tempo necessário e tiveram que improvisar na hora para gastar esse tempo. Essa atividade torna-se interessante, pois parte de um planejamento que o aluno faz do evento, avalia-se disso seus próprios resultados, além de motivar o trabalho em grupo e responsabilidades.


3 de fevereiro de 2013

A sala de aula como um júri: uma experiência de ensino

Flávia Ruti Mass
Bolsista PIBID

A sala de aula é um local fundamental para a produção e aquisição de conhecimentos. E este processo se dá através do exercício de habilidades como a sistematização de ideias, a argumentação, o debate e a reflexão. Contudo, é de suma importância o desenvolvimento, no trabalho docente, de estratégias e metodologias que motivem e viabilizem a mobilizar tais habilidades, especialmente no trabalho com conteúdos cuja natureza é distante da realidade cotidiana dos mesmos. É com base nestes pressupostos que foi desenvolvida uma atividade semelhante a um júri, para o trabalho com conteúdos referentes à China, no caso, a política de controle demográfico (conhecida como “política do filho único”), e as características e críticas do regime econômico socialista e sua transição para o capitalismo.  

A ideia de trabalhar tais conteúdos na forma de júri surgiu após a professora ter trabalhado com os alunos do 9° ano, assuntos referentes ao Continente Asiático. Enquanto a professora da disciplina de Geografia explicava o conteúdo, os alunos demonstraram grande interesse pela China e suas especificidades, principalmente em relação ao controle do crescimento demográfico que é realizado pelo Governo no país, e também pelo modelo econômico vigente que é o socialismo. Considerou-se que realizar um júri seria adequado, pois os alunos pesquisando compreenderiam melhor os prós e os contra da política chinesa do filho único, bem como regime econômico socialista.

Após a professora ter, explanado sobre o conteúdo e feito atividades com os alunos, iniciou-se a atividade do júri. Primeiramente averiguou-se se eles sabiam o que era um júri, e em seguida foi explicado como este é feito. Para facilitar a compreensão dos mesmos, recomendou-se a alguns filmes que abordam a temática.

Na etapa seguinte, dividiu-se a turma em dois grupos (determinados identificados como números 1 e numero 2), o primeiro ficou responsável pela defesa da política do filho único e da economia socialista, e o segundo com a acusação, no caso, com as críticas à política demográfica chinesa e ao socialismo. Para eles começarem a fazer a pesquisa disponibilizou-se temas para os dois grupos abordarem. Na aula seguinte, explicou-se que os alunos deveriam argumentar sobre seus temas em duplas, sendo disponibilizado 5 minutos para cada dupla.  Solicitou-se a eles que também entregassem um resumo da argumentação elaborada pelos mesmos, a fim de que pudéssemos orienta-los em suas defesas. 


Alunas defendendo suas idéias.

Para o desenvolvimento da atividade foram utilizadas seis aulas, sendo quatro para a produção e outras duas para a execução. O objetivo foi trabalhar com os alunos alguns aspectos que estes considerassem interessantes e curiosos sobre a China, sendo eles mesmos os responsáveis por selecionar o que seria importante estudar e compreender melhor, fazendo com que os estudantes se tornassem atuantes na construção do conhecimento. Ao final percebeu-se que todos deram o seu melhor, sendo que o resultado da atividade superou as expectativas.


Presença dos bolsista na atividade.
A atividade foi aprovada tanto pelos alunos, que melhoraram seus conhecimentos e tiveram sanadas suas dúvidas e curiosidades sobre o conteúdo, como pela professora responsável pela disciplina de Geografia, que com a contribuição das bolsistas pôde trabalhar melhor com os conteúdos de interesse dos alunos. As bolsistas também avaliaram de maneira muito positiva a atividade, pois foi uma oportunidade de desenvolver novas experiências e adquirir conhecimentos, bem como pela massiva participação de todos os alunos, envolvendo-se no processo e realizando as tarefas.

Atividades que despertam o interesse dos alunos devem ser trabalhadas através do envolvimento dos mesmos na elaboração de seus próprios saberes, sendo que a formação crítica de um sujeito passa, antes de tudo, pela formação de um aluno que desenvolve seus próprios conhecimentos e atua sobre eles manifestando sua opinião.